quarta 19 julho 2006

Quero mais Brasil!

Quero sim, por isso não participo deste movimento.
Veja bons motivos: clique aqui

Merece divulgar! Em respeito à força do povo!


E umas poesias para reforçar, aqui.

sexta 14 abril 2006

Racismo e identidade latino-americana - Por Maiara Oliveira*

A participação em um programa de intercâmbio, com o objetivo de fazer uma troca de experiências culturais e interdisciplinares sobre relações raciais e desigualdade social entre universidades brasileiras e universidades norte-americanas, possibilitou estar por um curto período em solo norte-americano.

O Brasil e os EUA são sociedades com contextos políticos bastante distintos (periferia capitalista versus a "nova Roma americana"), com índices sociais demasiadamente desiguais, sociedades que historicamente adotaram caminhos diferenciados na consolidação de suas instituições democráticas, mas que entretanto apresentam, mesmo que em graus diferenciados, desigualdades sociais e as opressões de classe, raça e gênero - uma similaridade que o próprio sistema capitalista as impõe.

continua...

sexta 07 abril 2006

Tributo aos meus amigos

Tantos acontecimentos em minha vida, um turbilhão de alegrias, uma felicidade sem limites, o sorriso transbordando a eternidade, e a razão disso tudo resumida em uma única palavra: amigos.

continua...

terça 21 março 2006

Preconceito

Enquanto não me vem inspiração para terminar meu artigo sobre o preconceito acerca do homossexualismo, um pouco da época em que me atrevia a escrever poesia:

continua...

quinta 23 fevereiro 2006

Anywhere - Em qualquer lugar!!!

Em breve teremos nosso desktop em todo lugar.

Com as perspectivas de uma web cada vez mais útil, com serviços e aplicações cada vez mais poderosos, teremos também a possibilidade de experimentar um anywhere diferente...

Imagine você acessando seu desktop personalizado, com seus softwares e arquivos, em qualquer lugar, de qualquer computador. Isso não vai demorar para acontecer.

O ambiente x-desktop é uma das ferramentas. Vejam uma e outra possibilidade. Descobri ele testando o eGroupware que também é ótimo projeto.

terça 14 fevereiro 2006

Carta do Embaixador da Venezuela ao editor da Veja

Não resisti. Realmente vale ler. Julio García Montoya, embaixador da Venezuela, escreve ao Roberto Civita, editor da Veja, e diz um conjunto de duras palavras.

[...]seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels.[...]

continua...

Site brasileiro para o combate ao SPAM

http://www.antispam.br/
Dividido em duas áreas distintas, uma para usuários e outra específica para administradores de redes, o site constitui uma fonte de referência sobre o combate ao spam, suas implicações e formas de prevenção.
Direto do pe360graus

domingo 12 fevereiro 2006

Creative Commons

O que é isso??? Não vou escrever muito, hoje não. Apenas colocarei alguns links relacionados ao tema:

Bem, não ia escrever. Durante a pesquisa de links encontrei uma entrevista (também abaixo) do Richard Matthew Stallman, que é uma figura super respeitável, questionando algumas coisas do creative commons.

Acho importante a ressalva que ele faz, mas, por enquanto considero que a adoção de uma licença creative commons que permita a livre distribuição deve ser encorajada.

Portanto, vamos aos nossos links e vídeos, afinal, mesmo com os problemas apontados pelo Stallman, a Creative Commons possui um trabalho de divulgação interessante e didático:

Conheça o Creative Commons:

E o que aconteceu pouco tempo depois que a ideia foi lançada? Conheça alguns exemplos:

Sobre o Creative Commons no Brasil:

Ainda não entendeu? O Nerdson desenha para você:http://nerdson.com/blog/criativos-comuns/
creative commons

PAbaixo links interessantes e a entrevista do Stallman.

Lembrem-se: tudo produzido para este sítio está licenciado conforme o link ao final da página indica!

LinuxP2P entrevista Richard Stallman
7 de Fevereiro de 2006

A entrevista a seguir foi publicada no site LinuxP2P, sob licença GNU FDL. A tradução desta entrevista é disponibilizada sob a mesma licença.

Richard Matthew Stallman é o criador do movimento Software Livre, o fundador do projeto GNU e da Free Software Foundation. Ele escreveu diversos programas usados em praticamente todas as distribuições GNU/Linux, como o compilador C GNU, o editor GNU Emacs e o GNU Debugger, entre outros. Ele escreveu a [licença] GNU GPL e está, atualmente, participando da criação da versão 3 da GPL. Ele também batizou [o padrão] POSIX, o termo que é usado para definir a maior parte do sistemas operacionais UNIX-like atualmente. Nós perguntamos a respeito de suas opiniões sobre compartilhamento de arquivos, DRM e outros assuntos.

LinuxP2P: Qual é a sua opinião sobre o compartilhamento de arquivos ponto-a-ponto? É uma coisa positiva ou negativa, e por que?

RMS: As pessoas têm o direito de compartilhar cópias de trabalhos publicados; programas P2P são simplesmente meios de tornar isso mais útil, e isso é uma coisa boa.

LinuxP2P: As indústrias de música e cinema alegam que os usuários de P2P violam sua propriedade intelectual. Na sua opinião, isto é correto, ou os usuários estão exercitando o uso justo?

RMS: A razão pela qual eles usam o termo “propriedade intelectual” é porque ele engana e confunde. Se eles dissessem “violam seus copyrights”, eles estariam emitindo uma declaração clara e significativa. Mas quando eles dizem “propriedade intelectual” ao invés de “copyright”, misturam a lei de copyright com uma dúzia de outras leis. É impossível dizer alguma coisa clara sobre um assunto tão confuso.
Qualquer um que use o termo “propriedade intelectual” ou está tentando confundir o público, ou está ele mesmo confuso. Aqueles que encorajam o pensamento claro fazem melhor evitando-o. (Veja http://www.gnu.org/philosophy/not-ipr.xhtml para maiores explicações.)
Vamos imaginar que eles tentaram ser claros, e disseram que estas pessoas estão violando seus copyrights. Se isso é verdade, eu sou a pessoa errada para confirmar - não sou advogado. O que eu posso dizer é que eu acho que esta questão é irrelevante para o aspecto ético da questão. Se a lei de copyright proibe as pessoas de compartilharem, a lei de copyright está errada.

LinuxP2P: Qual a sua opinião sobre o DRM? Ele é bom ou ruim, e por que?

RMS: O Digital Restrictions Management significa restrigir, através de tecnologia, o uso público de trabalhos publicados. Isso é fundamentalmente injusto. Eu rejeito todo DRM. Eu assinei um compromisso de não comprar CDs falsos que carregam DRM - http://www.pledgebank.com/boycottdrm. O anfitrião de uma palestra certa vez me deu um CD falso, e eu disse “Aqui está a face do inimigo - por favor, devolva isso para a loja”.
Eu também nunca comprei um DVD criptografado, e nunca vou comprar um, a menos que algum dia eu viva em um país onde o DeCSS é legal.

LinuxP2P: Agora que nós temos o iTunes, o Rhapsody e o Napster, etc. disponibilizando um ponto de acesso à música digital, existe uma necessidade real para o compartilhamento de arquivos via P2P continuar existindo?

RMS: Esta pergunta é um absurdo - é como dizer “Agora que temos a Fox News, existe realmente a necessidade de se postar em blogs?”
Corrija-me se eu estiver errado, mas eu entendo que o Rhapsody e o Napster são travados por DRM. As pessoas não deviam fazer negócios com eles.
O iTunes é um caso peculiar: ele permite que você grave a música em um CD de áudio genuíno. Por esta razão, este é um DIM (Digital Inconvenience Management [Gerenciamento de Incoveniente Digital]) ao invés de um DRM, e eu acho que isto torna o iTunes eticamente aceitável - neste aspecto, ao menos.
Entretanto, a Apple diz que se reserva o direito de mudar as regras em relação a você a qualquer tempo. Assim sendo, você deveria sistematicamente gravar toda a música que você obtém com o iTunes em um CD genuíno de áudio, como uma forma de backup - e não espere muito para começar a fazer backup de suas músicas! Se você esperar até que você queira uma certa peça em um CD, você poderá ser capaz de gravar o CD.
Em todo o caso, o iTunes distribui apenas música. Até onde sei, a única forma de conseguir uma versão não-digitalmente-restrita de um filme é através de uma rede P2P.
Um problema maior com o iTunes é que ele distribui em formato MP3. Nós precisamos nos afastar deste formato porque ele é patenteado. O software livre que costumava ser usado para codificar MP3 foi jogado no submundo por ameaça de ações legais.
A comunidade de software livre desenvolveu outro formato de áudio chamado Ogg Vorbis que é superior em qualidade de som e não-patenteado. Você ajudar a tomar o poder dos detentores de patentes usando o formato Ogg Vorbis para os arquivos de áudio que você cria, e preferindo este formato para os arquivos que você ouve.

Linux P2P: Em que direções você diria que o P2P precisa se desenvolver antes de ser aceito pelos produtores de conteúdo?

RMS: Quando os editores descrevem os trabalhos que eles publicam como “conteúdo”, com efeito referindo-se a estes trabalhos como meros arquivos, eles estão, ironicamente, mostrando quão pouco eles valorizam e apreciam estes trabalhos como produto do intelecto [humano].
Eu não desejo desvalorizar os trabalhos autorais, então eu evito referir-me a eles como “conteúdo”. Eu também evito me referir a escritores e músicos como “produtores”, porque eu não desejo tratar música e escritos como “produtos” (que implicam um limitado ponto-de-vista econômico).
Muitos escritores e músicos estão felizes com o compartilhamento via P2P. Muitos outros, perseguindo o sonho irreal de ficar rico através da publicação comercial, não gostam disso. Eu não vejo como novos desenvolvimentos nos softwares de P2P sejam capazes de iluminar essas pessoas a respeito do seu sonho de riqueza, e eu tendo a achar que isto tem que ser feito através de uma mudança cultural.
Em relação às fábricas de música - também conhecidas como grandes gravadoras - tudo que elas desejam é poder. Elas nunca vão aceitar o compartilhamento via P2P enquanto ele significar uma forma de escapar dos seus poderes. Por conta dos seus abusos contra as pessoas, elas devem ser abolidas, e este deveria ser o objetivo de todos.

LinuxP2P: A Free Software Foundation está trabalhando atualmente na versão 3 da GPL, que eu entendo que vai banir todas as formas de DRM. Um grande conjunto de software P2P existe sob a GNU GPL. A GPLv3 terá algum efeito sobre estes projetos, considerando que alguém pode usar software P2P para baixar arquivos com DRM?

RMS: Isto é um mal-entendido - nós não podemos “banir o DRM”. O que podemos fazer é evitar que software coberto pela GPL seja corrompido em instrumento para implementar DRM.
A forma pela qual fazemos isso não é restringindo quais tarefas técnicas o programa pode fazer. (Este tipo de restrição poderia tornar o software não-livre.) Ao contrário, nós garantimos que os usuários retém a efetiva liberdade de mudar o software e executar suas versões modificadas.
Uma vez que o DRM é baseado em restringir o usuário, manter efetivamente a liberdade do usuário impede o DRM. Ou mais precisamente, mantendo efetivamente a liberdade do usuário de mudar um determinado programa impede o uso deste programa para implementar o DRM. Nós não podemos impedir a implantação do DRM de outras maneiras.
Estas partes da GPLv3 não terão efeito em tais programas, porque eles não são usados para impor Restrições Digitais, e seus desenvolvedores não tentam impedir os usuários de executar versões modificadas.

LinuxP2P: Nos últimos dois anos, a mídia e o entretenimento independentes parecem ter crescido imensamente. Na semana passada, o CreativeCommons.org ultrapassou a marca de 200.000 [arquivos] mp3 em seu índice. A maior parte da música, filmes independentes estão usando licenças Creative Commons. Uma grande quantidade de arte independente têm sido disseminada via P2P (Usando sites artísticos legais independentes tais como Jamendo.com e ccMixter.org, bem como manualmente pelos próprios artistas.) Além da [diferença] óbvia, que a GPL foi escrita para cobrir software, que diferenças existem entre o licenciamento CC genérico e a GPL?

RMS: Eu já falei sobre o problema de patentes do formato MP3.
Como sua pergunta ilustra, as pessoas têm a tendência de desprezar as diferenças entre as várias licenças Creative Commons, juntando-as como se fossem uma única coisa. É tão confuso quanto supor que São Francisco e o Vale da Morte têm um clima similar porque ambos estão na Califórnia.
Algumas licenças Creative Commons são licenças livres; a maior parte permite, ao menos, cópia literal não-comercial. Mas algumas, como as licenças de Sampling e as licenças para Países em Desenvolvimento, sequer permitem isso, o que as tornam inaceitáveis para uso em qualquer tipo de trabalho. Tudo que estas licenças têm em comum é um rótulo, mas as pessoas geralmente erram ao considerar este rótulo comum como algo substancial.
Eu não apóio mais a Creative Commons. Eu não posso apoiar a Creative Commons como um todo, porque algumas de suas licenças são inaceitáveis. Seria uma espécie de auto-engano tentar apoiar algumas das licenças Creative Commons, porque as pessoas põem tudo junto; elas irão transformar qualquer apoio a algumas [das licenças] em um apoio guarda-chuva a tudo. Eu, por conta disso, me vejo obrigado a rejeitar a Creative Commons como um todo.
A Creative Commons publica o número de arquivos de música que são liberados sob licenças Creative Commons que PERMITEM compartilhamento não-comercial de cópias? Se sim, você poderia dar este número?

LinuxP2P: Além da [diferença] óbvia, que a GPL foi escrita para cobrir software,

RMS: Isto pode parecer óbvio, mas não é verdade. A GNU GPL foi escrita primariamente para software, mas pode ser usada para qualquer tipo de trabalho. Entretanto, seus requisitos são inconvenientes para alguém que precise imprimir e publicar em um livro, de forma que eu não recomendo usá-la para manuais, ou para romances.

LinuxP2P: que diferenças existem entre o licenciamento CC genérico e a GPL?

RMS: Nada significativo pode ser dito sobre “licenciamento CC genérico” - estas licenças são mais diferentes que similares. O primeiro passo para pensar claramente sobre estas licenças é discutí-las separadamente.

LinuxP2P: A GPL pode ser aplicada a trabalho artístico? Por exemplo, a maior parte das pessoas que enviam wallpapers para o KDE-Look.org, enviam-nas sob GPL, os termos da GPL ainda poderiam ser aplicados, considerando que isso não é software?

RMS: Deve existir algum mal-entendido básico aqui. Se um trabalho é liberado sob a GPL, então os termos da GPL se aplicam a ele. Com poderia ser diferente?

LinuxP2P gostaria de agradecer ao Sr. Stallman por conseguir tempo em sua agenda apertada para participar desta entrevista. Nós desejamos a ele e a FSF a melhor sorte com o projeto da GPLv3 e em todos outros projetos nos quais ele está envolvido.

Este artigo foi postado em 7 de Fevereiro de 2006 às 22:25, na(s) categoria(s) Linux, Free Software Foundation, Software Livre/Código Aberto.

http://web.archive.org/web/20060308065744/http://www.linuxdailylog.com/2006/02/linuxp2p-entrevista-richard-stallman.html





vídeos incluídos e links corrigidos na atualização de 14/02/2011

Juliana Barretto

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