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  <title>Teclados</title>
  <description><![CDATA[Pensamento livre por uma nova sociedade]]></description>
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  <title>Quero mais Brasil!</title>
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  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Genéricos</dc:subject>
  <description>Quero sim, por isso não participo deste movimento.

Veja bons motivos: clique aqui...</description>
  <content:encoded><![CDATA[ Quero sim, por isso não participo deste movimento.<br />

<strong>Veja bons motivos: <a href="http://www.consciencia.net/2006/0604-mais-brasil.html" hreflang="pt">clique aqui</a></strong>]]></content:encoded>
</item>
<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/07/19/38-merece-divulgar-em-respeito-a-forca-do-povo">
  <title>Merece divulgar! Em respeito à força do povo!</title>
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  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Política</dc:subject>
  <description>E umas poesias para reforçar, aqui....</description>
  <content:encoded><![CDATA[ <center><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KfTovA3qGCs"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KfTovA3qGCs" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object><br />
E umas poesias para reforçar, <a href="http://www.piweb.com.br/tecladosvermelhos/index.php?2005/08/28/23-preparando-uma-mudanca" hreflang="pt">aqui</a>.</center>]]></content:encoded>
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<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/04/14/37-racismo-e-identidade-latino-americana---por-maiara-oliveira">
  <title>Racismo e identidade latino-americana - Por Maiara Oliveira*</title>
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  <dc:date>2006-04-14T00:37:05+00:00</dc:date>
  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Política</dc:subject>
  <description>A participação em um programa de intercâmbio, com o objetivo de fazer uma troca de experiências culturais e interdisciplinares sobre relações raciais e desigualdade social entre universidades brasileiras e universidades norte-americanas, possibilitou estar por um curto período em solo norte-americano.

O Brasil e os EUA são sociedades com contextos políticos bastante distintos (periferia capitalista versus a "nova Roma americana"), com índices sociais demasiadamente desiguais, sociedades que historicamente adotaram caminhos diferenciados na consolidação de suas instituições democráticas, mas que entretanto apresentam, mesmo que em graus diferenciados, desigualdades sociais e as opressões de classe, raça e gênero - uma similaridade que o próprio sistema capitalista as impõe.</description>
  <content:encoded><![CDATA[<p>A participação em um programa de intercâmbio, com o objetivo de fazer uma troca de experiências culturais e interdisciplinares sobre relações raciais e desigualdade social entre universidades brasileiras e universidades norte-americanas, possibilitou estar por um curto período em solo norte-americano.</p>

<p>O Brasil e os EUA são sociedades com contextos políticos bastante distintos (periferia capitalista versus a "nova Roma americana"), com índices sociais demasiadamente desiguais, sociedades que historicamente adotaram caminhos diferenciados na consolidação de suas instituições democráticas, mas que entretanto apresentam, mesmo que em graus diferenciados, desigualdades sociais e as opressões de classe, raça e gênero - uma similaridade que o próprio sistema capitalista as impõe.</p> <p>Apesar de possuir uma trajetória marcada por uma série de lutas contra o racismo, com um histórico inclusive muito mais avançado do ponto de vista da garantia de direitos sociais para a população negra, a sociedade norte-americana ainda está longe de ser um paraíso racial.</p>

<p>Por exemplo, em relação a sua composição étnica, as universidades norte-americanas também enfrentam um apartheid racial. As universidades negras que foram cridas em um contexto importante de consolidação dos direitos cívis dos negros nos EUA, e se consolidaram como uma política afirmativa importante para inclusão de uma parcela singnificativa da população, com este perfil racial passam hoje por situações financeiras bem mais delicadas que o conjunto das outras universidades, isso devido às dificuldades que elas possuem em receber incentivos governamentais, o que revela as marcas do racismo institucional norte-americano.</p>

<p>Sobre a estruturação e organização do ensino, as universidades norte-americanas em sua grande maioria não se constituem como espaços de reflexão e de elaboração críticas sobre a sociedade. Ao contrário, são centros formadores de excelentes profissionais para o mercado de trabalho, porém produzem um conhecimento extremamente fragmentado, incapaz de ter uma visão do todo. Isto torna o papel que desempenham junto a outras instituições e indivíduos, no que diz respeito à intervenção social, quase insignificante.</p>

<p>Precisamos combater este modelo e evitar que ele possa se consolidar nas instituições de ensino brasileiras, assegurando que a produção do conhecimento esteja a serviço da melhoria da vida do povo.</p>

<p>A participação da sociedade nos processos políticos é bastante reduzida no EUA. A grade maioria dos cidadãos não participa dos processos eleitorais e os índices de participação são mais reduzidos ainda no caso da juventude e dos negros. A cultura juvenil norte-americana não agrega elementos como a participação de organizações coletivas. As irmandades ou fraternidades de jovens representam a grande maioria das organizações juvenis existentes. Estas organização geralmente se constituem como verdadeiros clubes de amigos, sem qualquer tipo de intervenção ou participação na vida política do país.</p>

<p>Em relação à condição diferenciada dos grupos raciais, é significante ressaltar que a população latina que vive nos Estados Unidos é tratada como um grupo racial diferenciado dos negros e brancos americanos. Colombianos, cubanos, argentinos, mexicanos, dominicanos, chilenos, bolivianos, são muitos e das mais diversas partes da América Latina. Eles são a mão-de-obra mais barata no mercado de trabalho e encontram-se sob muitos aspectos em condições muito mais desfavoráveis que a população negra.</p>

<p>Pode parecer contraditório, mas é possível viver nos Estados Unidos e conhecer de perto a cultura latina. Existem bares, vendas, cafés e até bairros inteiros onde as pessoas falam apenas espanhol, onde as músicas tocadas variam entre o merengue, salsa ou cumbia, e onde as datas da independência de cada país latino-americano são comemoradas com festas de rua.</p>

<p>Esta experiência trouxe-me a problemática de que o Brasil compartilha pouco dessa cultura e que precisa resgatar a sua identidade latino-americana. A busca e consolidação de uma identidade comum poderiam ajudar os países latino-americanos a fazer frente contra as opressões sociais e culturais geradas pela globalização e os grandes impérios capitalistas.</p>

<p>A tese do grande revolucionário cubano José Martí era de que nenhum povo pode enfrentar as suas dificuldades se não estiver enraizado na sua história, na memória de seus antepassados.</p>

<p>O Brasil precisa conhecer o Brasil. Reconhecer suas raízes indígenas e negras, valorizar sua história e cultura popular, resgatar o seu sentimento de pertencimento a grande nação latino-americana. Só assim, através do reconhecimento de sua identidade, o nosso país poderá fazer frente às injustiças e opressões que afligem o seu povo e compreender plenamente sua importância geopolítica para o conjunto das América Latina.</p>

<p>Os países latinos possuem uma trajetória comum de lutas pela sua independência frente aos seus primeiros colonizadores. Não podemos permitir sermos recolonizados pelos novos impérios modernos criados pelo capitalismo. Precisamos, baseados em nossa identidade aguerrida, consolidar a autônomia e independência de nossas nações latino-americanas, construindo coletivamente as contra-molas de resistência ao Neoliberalismo.</p>

<p>* Maiara Oliveira, diretora de Combate ao Racismo da União Nacional dos Estudantes.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/04/07/36-tributo-aos-meus-amigos">
  <title>Tributo aos meus amigos</title>
  <link>http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/04/07/36-tributo-aos-meus-amigos</link>
  <dc:date>2006-04-07T22:41:09+00:00</dc:date>
  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Juliana Barretto</dc:creator>
  <dc:subject>Genéricos</dc:subject>
  <description>Tantos acontecimentos em minha vida, um turbilhão de alegrias, uma felicidade sem limites, o sorriso transbordando a eternidade, e a razão disso tudo resumida em uma única palavra: amigos.
</description>
  <content:encoded><![CDATA[Tantos acontecimentos em minha vida, um turbilhão de alegrias, uma felicidade sem limites, o sorriso transbordando a eternidade, e a razão disso tudo resumida em uma única palavra: amigos.<br />
<br /> (Uma benção à vida por constantemente está me presenteando com a felicidade dos antigos e a chegada dos novos).<br />
<br />
talvez seja esse o sentido mais puro e casto do amor, descortinado da maneira mais euforicamente singela possível – se é que me entendem, hihihi.
<br />
<br />
	Faço um retrospecto da minha infância, passo pela adolescência, chego à minha juventude (e eu que ouse sair dela!), e percebo que, de fato, meus amigos são a minha base, meu sustentáculo, aqueles que realmente me empurram para a vida.
<br />
<br />
	Sim, não posso negar que já sofri decepções (algumas poucas, verdade), que jamais me queimei de ciúmes ou que perdas nunca existiram. Tampouco poderia me furtar a dizer que – escondida no meu cantinho – já chorei de saudade, assim como me enalteço de êxtase por um telefonema ou mensagem de um amigo distante (distante só aos olhos), pelos beijos e abraços dos presentes e por constantes e eternas declarações de amor.
<br />
<br />
	Se não estão comigo, posso senti-los velando por mim, acalentando meu sono, desejando o meu melhor, brigando quando “tropeço” e, ainda que inconscientemente, curando a minha dor. E, quando assim não é, me ligam, mandam mensagens, scraps, e-mails, estão presentes do meu lado, me fazem companhia e... Sem saber, tornam a minha existência cada vez mais leve, os meus dias cada vez mais tranqüilos, o meu ser cada vez mais forte e imbatível e, por fim, a minha alma cada vez mais agradecida.
<br />
<br />
	É inexplicável o conjunto de sensações... Aquela alegria que ultrapassa as barreiras do inatingível, que é tão poderosa e onipotente a ponto de nos amedrontar. Medo oriundo de uma insegurança que nos leva a pensar que todo esse sentimento é tão bom e perfeito para ser excessivamente real, que pode se esvair a qualquer tempo. Porém, não se esvai!!! Porque, além de perfeito, é íntegro, honesto e verdadeiro – e isso já pude constatar na prática.
<br />
<br />
	Aos 28 anos e ainda - e sempre - aprendendo a viver, já aprendi que sem meus amigos sou apenas um corpo passante, caminhando pela existência sem dela usufruir. Por isso, venho aqui agradecer por vocês, meus amigos, terem se mostrado a mim, por estarem tão intrinsecamente ligados às minhas funções vitais e me oportunizarem o usufruto desse sentimento que faz com que eu – embora imbuída de sonhos, metas e desejos ainda em fase de realização – me sinta plenamente realizada e puramente feliz.]]></content:encoded>
</item>
<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/03/21/34-preconceito">
  <title>Preconceito</title>
  <link>http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/03/21/34-preconceito</link>
  <dc:date>2006-03-21T01:59:24+00:00</dc:date>
  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Juliana Barretto</dc:creator>
  <dc:subject>Genéricos</dc:subject>
  <description>Enquanto não me vem inspiração para terminar meu artigo sobre o preconceito acerca do homossexualismo, um pouco da época em que me atrevia a escrever poesia:</description>
  <content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto não me vem inspiração para terminar meu artigo sobre o preconceito acerca do homossexualismo, um pouco da época em que me atrevia a escrever poesia:</p> <p>Preconceito<br />
<br /></p>



<p>Cor, crenças ou religiões<br /></p>


<p>Causas que não justificam<br /></p>


<p>Os preconceitos em escalões<br /></p>


<p>- morbidez daqueles que o praticam<br />
<br /></p>



<p>O homem é um predador<br /></p>


<p>Sendo a presa o próprio homem<br /></p>


<p>Purga a pus do seu desamor<br /></p>


<p>Em outros que a consomem
<br /><br /></p>



<p>Não entendo a intolerância<br /></p>


<p>Se é tudo tão normal!!!<br /></p>


<p>Por que tamanha ganância<br /></p>


<p>De sentir-se ser o maioral?<br /><br /></p>




<p>A mistura é pujante<br /></p>


<p>É o que torna o mundo atrativo<br /></p>


<p>O que nos faz seguir adiante<br /></p>


<p>Tendo certeza de que não será cansativo<br /></p>


<p>A aversão a essa mistura<br /></p>


<p>É a conseqüência do que nem tem motivo<br /><br /></p>




<p>Salvador, outubro de 1994</p>]]></content:encoded>
</item>
<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/23/33-anywhere---em-qualquer-lugar">
  <title>Anywhere - Em qualquer lugar!!!</title>
  <link>http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/23/33-anywhere---em-qualquer-lugar</link>
  <dc:date>2006-02-23T08:38:58+00:00</dc:date>
  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Software Livre</dc:subject>
  <description>Em breve teremos nosso desktop em todo lugar.

Com as perspectivas de uma web cada vez mais útil, com serviços e aplicações cada vez mais poderosos, teremos também a possibilidade de experimentar um...</description>
  <content:encoded><![CDATA[ <p>Em breve teremos nosso desktop em todo lugar.</p>

<p>Com as perspectivas de uma web cada vez mais útil, com serviços e aplicações cada vez mais poderosos, teremos também a possibilidade de experimentar um <em>anywhere</em> diferente...</p>

<p>Imagine você acessando seu desktop personalizado, com seus softwares e arquivos, em qualquer lugar, de qualquer computador. Isso não vai demorar para acontecer. </p>
<p>O ambiente <a href="http://www.x-desktop.org/" hreflang="en">x-desktop</a> é uma das ferramentas. Vejam <a href="http://www.lartob.de/x-desktop.org/releases/r1/index.html" hreflang="en">uma</a> e <a href="http://www.lartob.de/x-desktop.org/releases/none/index.html" hreflang="en">outra</a> possibilidade.
Descobri ele testando o <a href="http://www.egroupware.org/" hreflang="en">eGroupware</a> que também é ótimo projeto.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/14/32-carta-do-embaixador-da-venezuela-ao-editor-da-veja">
  <title>Carta do Embaixador da Venezuela ao editor da Veja</title>
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  <dc:date>2006-02-14T01:54:07+00:00</dc:date>
  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Política</dc:subject>
  <description>Não resisti. Realmente vale ler. Julio García Montoya, embaixador da Venezuela, escreve ao Roberto Civita, editor da Veja, e diz um conjunto de duras palavras.
[...]seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels.[...]</description>
  <content:encoded><![CDATA[Não resisti. Realmente vale ler. Julio García Montoya, embaixador da Venezuela, escreve ao Roberto Civita, editor da Veja, e diz um conjunto de duras palavras.<br /><br />
<em><q>[...]seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels.[...]</q></em> <blockquote>EMBAJADA DE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA<br />

EN LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL<br />
<br />

Carta a Veja a propósito do Carnaval<br />
Brasília, 06 de fevereiro de 2006
<br /><br />
Sr. Roberto Civita
<br />
Editor
<br />
Revista VEJA
<br /><br />
Senhor Civita, permita-me iniciar esta carta com o reconhecimento à tenacidade com que seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels. Não obstante, permita-me também lhe aconselhar que diminua o esforço para o bem da saúde mental de seus escreventes, uma vez que o mundo que lê VEJA está convencido de sua ária pureza jornalística, de que vocês, dentro do mais tradicional esquema de jornalismo conservador – tanto na técnica como no conteúdo - se sentem donos da verdade. Já sabemos, senhor Civita, que dentro de VEJA transita o dogma e a fortaleza própria do invulnerável, que qualquer coisa que esteja fora de sua linha ou do seu âmbito ideológico é errada, que vocês estão convencidos - e são capazes de morrer por isso - de que nada diferente do que escrevem pode existir fora de suas linhas.
<br /><br />
É óbvio, senhor Civita, que VEJA é mais que uma simples revista. VEJA é um templo sem sacerdotes, ali só há deuses, pois somente os deuses geram verdades inquestionáveis. Esta condição divina é notória, por exemplo, nas fotografias que acompanham as colunas. Veja o senhor, repare bem, na postura esnobe de Tales Alvarenga, ou no olhar onipotente de Diogo Mainardi. Coitado de quem entrar no âmbito de sua ira! Será condenado para sempre ao inferno!
<br /><br />
Ou não é verdade que somente eles conhecem aquilo que adoece o mundo e são capazes de condená-lo?
<br /><br />
É, senhor Civita, também sabemos. Sabemos que a Veja condena sem julgar, porque a verdade da mídia não requer trâmites desta índole, nem está aí para isso, não é? Digo, para julgar, porque o jornalismo – segundo ensina a filosofia da comunicação e todos os códigos da ética - não está projetado para ser juiz, senão para se dedicar à tarefa de mostrar os diversos ângulos da realidade que é apresentada ao mundo e deixar que sejam outros os que julguem.
<br /><br />
Mesmo assim, devo confessar-lhe que também não acredito muito nisto e que estou mais próximo de admirar um jornalismo menos frio e objetivo, a um jornalismo que não transforme os fatos humanos em simples coisas de tipografia, tinta e papel. Devo confessar-lhe que, igualmente a no meu país, prefiro um jornalismo mais combativo, distante dessa ficção que denominam “objetividade jornalística” e próximo àquela pro atividade ética que já indicava John Dos Passos na sua novela Paralelo 42 – que acredito que o senhor tenha lido alguma vez -: “o anelo de todo jornalista era desentranhar o significado exato de toda mudança operada na realidade”.
<br /><br />
Vê, senhor Civita, Dos Passos escreve “o significado exato”, nós nos perguntamos de imediato de que se trata isso? E ficaríamos órfãos de entendimento a respeito se não tivéssemos a capacidade de relacioná-lo com essa maravilhosa palavra que é “desentranhar”, que significa, dentre outras cosas, averiguar, penetrar o mais difícil e escondido de uma matéria.
<br /><br />
Cobra uma melhor e mais digna dimensão profissional e ética com isto a tarefa jornalística, não é assim, senhor Civita? Veja, o jornalista é uma pessoa que se submerge na realidade dos fatos, esquadrinha as suas entranhas, examina os detalhes, se desliza com sigilo entre as aristas, observa atento seus diversos ângulos e os traz todos até a superfície, para dar a oportunidade de que qualquer um que passe perto de suas bordas possa senti-las e armá-las como uma realidade mais ou menos objetiva, mas principalmente humana.
<br /><br />
E eis aqui um dos significados da palavra “desentranhar” de que mais gosto, aquele que a apresenta como um ato voluntário de desapropriação. Nada mais humano do que desapropriar-se de tudo que se tem e se conhece para entregar ao outro com a vontade ética, social e humana que possa ajudá-lo a compreender.
<br /><br />
Lástima, senhor Civita, mas não vejo isto no olhar dos seus colunistas, pelo menos nesse que mostram as fotografias que acompanham suas colunas.
<br /><br />
O que é bem certo é que VEJA também não crê nem pratica o contra-sentido da objetividade jornalística. O terrível é que também não responde a isto com sentido ético, porque para VEJA o mundo adoece de um mal universal: tudo o que é sensivelmente humano fede.
<br /><br />
É por isso que entendemos esse afã por listar nomes que, repito, desde sua ária pureza jornalística, são indesejáveis, imprescindíveis, tolos, tiranos e vagabundos que devem ser exterminados para o bem do mundo que VEJA representa, um mundo uníssono, que avança na direção de um cenário globalizado de conseqüências únicas, perfeitas e sem objeção, onde uma nova religião começa a concretizar-se com rezas e acordos de compra e venda. É por isso que para vocês nosso presidente Hugo Chávez leva uma lista longa de qualificativos indesejáveis, como tirano, ditador, assassino, populista, palhaço, louco, etc, e Bush, George W. Bush, o mesmo da guerra no Iraque, é apenas um homem preocupado pela harmonia e a paz do mundo.
<br /><br />
Pois bem, senhor Civita, nesta nova carta que agora lhe envio – e que sei que não será publicada na Veja -, além de expressar-lhe os sentimentos acima descritos quero também aproveitar para fechar com duas coisas importantes.
<br /><br />
A primeira é a formulação de uma queixa oficial contra sua empregada Daniela Pinheiro, quem entre a grande quantidade de mentiras que escreve no seu artigo “Com dinheiro do povo”, edição N° 1941 de 01 de fevereiro de 2006, assegura que “o embaixador da Venezuela admitiu na semana passada que é possível que Chávez assista ao desfile da Marquês de Sapucaí”, quando na realidade o que foi dito foi que era pouco provável que o presidente assistisse – mas é claro, tudo vale quando se trata de jornalistas que não se apegam à objetividade, mas sim à interpretação jornalística pouco desapropriada de interesses… serão econômicos ou ideológicos? - pode o senhor sanar esta dúvida, senhor Civita?
<br /><br />
A segunda é uma simples recomendação, e a inicio com uma pergunta: ouviu o senhor alguma vez Alfredo Bryce Echenique quando se refere à posição humana do homem diante da vida e da realidade? Repare, ele disse a respeito, que “na vida, a única objetividade possível é a subjetividade bem intencionada”. Nós cremos no mesmo do jornalismo, cremos que este é o sentido exato que deve praticar-se nesta profissão frente a esse contra-sentido da objetividade a secas. Por quê? Simples. Porque o jornalismo não é um templo de deuses, mas uma praça de vizinhança.
<br /><br />
Julio García Montoya<br />
Embaixador</blockquote><br />
<br />Fonte: <a href="http://www.embvenezuela.org.br/">Embaixada da Venezuela no Brasil</a> - <a href="http://www.embvenezuela.org.br/boletim/boletim2b.php?p_id_boletim=496" hreflang="pt">LINK</a>]]></content:encoded>
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<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/14/31-site-brasileiro-para-o-combate-ao-spam">
  <title>Site brasileiro para o combate ao SPAM</title>
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  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Genéricos</dc:subject>
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Dividido em duas áreas distintas, uma para usuários e outra específica para administradores de redes, o site constitui uma fonte de referência sobre o combate ao spam, suas...</description>
  <content:encoded><![CDATA[ <a href="http://www.antispam.br/" hreflang="pt">http://www.antispam.br/</a><br />

<blockquote>Dividido em duas áreas distintas, uma para usuários e outra específica para administradores de redes, o site constitui uma fonte de referência sobre o combate ao spam, suas implicações e formas de prevenção.</blockquote> Direto do <a href="http://pe360graus.globo.com/noticias360/matLer.asp?newsId=45202" hreflang="pt">pe360graus</a>]]></content:encoded>
</item>
<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/12/30-creative-commons">
  <title>Creative Commons</title>
  <link>http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/12/30-creative-commons</link>
  <dc:date>2006-02-12T20:43:33+00:00</dc:date>
  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Genéricos</dc:subject>
  <description>O que é isso??? Não vou escrever muito, hoje não. Apenas colocarei alguns links relacionados ao tema:


Bem, não ia escrever. Durante a pesquisa de links encontrei uma entrevista do Richard Matthew...</description>
  <content:encoded><![CDATA[ O que é isso??? <del>Não vou escrever muito, hoje não. Apenas colocarei alguns links relacionados ao tema:</del>
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Bem, não ia escrever. Durante a pesquisa de links encontrei uma <a href="http://www.linuxp2p.com/forums/viewtopic.php?p=10771" hreflang="en">entrevista</a> do <a href="http://stallman.org/" hreflang="en">Richard Matthew Stallman</a>, que é uma figura super respeitável, questionando algumas coisas do creative commons (<a href="http://www.linuxdailylog.com/2006/02/linuxp2p-entrevista-richard-stallman.html" hreflang="pt">leia a tradução</a>).
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Acho importante a ressalva que ele faz, mas, por enquanto considero que a adoção de uma licença creative commons que permita a livre distribuição deve ser encorajada. <br /><br />

Portanto, vamos aos nossos links, afinal, mesmo com os problemas apontados pelo Stallman, a Creative Commons possui um trabalho de divulgação interessante e didático:<br />

<ul>
 <li><a href="http://creativecommons.org/" hreflang="en">http://creativecommons.org/</a> Site oficial (em inglês)</li>
 <li>Na <a href="http://www.wikipedia.org/" hreflang="pt">wikipedia</a> em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons" hreflang="en">inglês</a> e em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons" hreflang="pt">português</a></li>
 <li><a href="http://www.creativecommons.org.br/" hreflang="pt">Creative Commons BR</a></li>
 <li><a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/projetos.html" hreflang="pt">Direito FGV</a> (centro brasileiro de produção jurídica sobre o tema)</li>
 <li><a href="http://www.mingaudigital.com.br/rubrique.php3?id_rubrique=186" hreflang="pt">http://www.mingaudigital.com.br/rubrique.php3?id_rubrique=186</a></li>
 <li><a href="http://mirrors.creativecommons.org/getcreative/br/" hreflang="pt">http://mirrors.creativecommons.org/getcreative/br/</a>(animação)</li>
 <li><a href="http://mirrors.creativecommons.org/reticulum_rex/br/" hreflang="pt">http://mirrors.creativecommons.org/reticulum_rex/br/</a>(animação)</li>
 <li><a href="http://www.archive.org/movies/details-db.php?collection=opensource_movies&collectionid=CreativeCommonsCreativeCommonsBrasil" hreflang="en">Lançamento da Creative Commons no Brasil</a>(video)</li>
 <li><a href="http://www.archive.org/details/prelinger" hreflang="en">Site com conteúdo em video licenciado CC</a></li>
</ul>

<strong>Lembrem-se: tudo produzido para este sítio está licenciado conforme o <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/br/" hreflang="pt">link ao final da página</a> indica!</strong>]]></content:encoded>
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<item rdf:about="http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/12/29-juliana-barretto">
  <title>Juliana Barretto</title>
  <link>http://www.tecladosvermelhos.com.br/antigo/index.php?2006/02/12/29-juliana-barretto</link>
  <dc:date>2006-02-12T20:32:23+00:00</dc:date>
  <dc:language>pt</dc:language>
  <dc:creator>Renam Brandão</dc:creator>
  <dc:subject>Articulistas</dc:subject>
  <description>Nossa mais nova articulista. Falta apenas mandar um perfil para colocarmos aqui......</description>
  <content:encoded><![CDATA[ Nossa mais nova articulista. Falta apenas mandar um perfil para colocarmos aqui...]]></content:encoded>
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</rdf:RDF>
